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Pombagira e magia sexual
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
EJACULAÇÃO PRECOCE
A Ejaculação Precoce ou Prematura (EP) é um dos
problemas sexuais mais freqüentes nos homens e nos casais, sendo
responsável por 40% das queixas encontradas em consultório de terapeutas
sexuais. Acontece que a EP é um lugar comum na juventude, em encontros
com parceiros novos ou após algum tempo de abstinência. Quando se
estende pela maturidade e se torna presente em mais da metade dos
encontros sexuais, torna-se, aí sim, um problema crônico e um Transtorno
Sexual.
O que é uma ejaculação normal?
Do ponto de vista do funcionamento físico, a
ejaculação se faz em dois estágios. No primeiro há a expulsão efetiva do
líquido seminal (sêmen) dos órgãos acessórios de reprodução - próstata,
vesícula seminal e canal ejaculatório - para a uretra. No segundo
estágio, há a progressão desse líquido por toda a extensão da uretra até
o meato uretral, que é o orifício na cabeça do pênis por onde sai
também a urina. Acompanha-se desse processo fisiológico uma sensação
subjetiva de profundo prazer conhecida como orgasmo.
Como saber se tenho ejaculação precoce?
Não existe um tempo específico antes de
ejacular para definir esse problema sexual. A definição está na
percepção, tanto sua quanto de sua parceira, de que a ejaculação foi
mais rápida do que o esperado, de que não houve controle da ejaculação.
As vezes o pênis nem chega a enrijecer, somente o movimento de
aproximação e o toque do lençol já termina o que podia ser muito bom e
prazeroso. Por vezes, o homem mantém a ereção por alguns minutos, começa
a penetrar, mas logo ejacula, ficando insatisfeito e deixando a
parceira "na mão". Sentimentos de culpa e ansiedade se tornam uma
constante. Dificuldades maiores podem vir em seqüência, como a disfunção
erétil (impotência) e a perda de intimidade no casal.
Por que ocorre a EP?
Os adeptos de Darwin (evolucionista
inglês que propôs a teoria da seleção natural - 1859) explicam que a EP
seria uma forma antiga de defesa contra predadores.
Imaginem os primórdios da humanidade, onde
havia centenas de perigos, sendo o "animal-ser-humano" muito frágil e
pequeno frente aos riscos de seu meio ambiente!
Aqueles indivíduos que demorassem muito para
ejacular nas suas parceiras estariam muito mais predispostos a deixar
seu flanco aberto às agressões de inimigos e animais selvagens.
O ejaculador precoce tinha mais vantagens em
terminar logo a inseminação e fugir, deixando também a "fêmea" escapar,
para poder inseminar o maior número delas em menor tempo.
Desta forma estaria aumentando a probabilidade de propagação de seus genes.
Outras razões levantadas como causas da EP seriam:
| aumento anormal de sensibilidade da glande peniana, | |
| ansiedade frente ao desempenho sexual, | |
| inexperiência sexual, | |
| primeira experiência com parceira que tenha estimulado um coito rápido e | |
| culpa ou sentimentos negativos em relaçao à parceira. |
Raramente há um problema médico que explique a EP,
como a prostatite aguda ou a esclerose múltipla. Na verdade, não existe
uma única causa comprovada cientificamente de EP.
E tem cura?
Existe tratamento, tanto medicamentoso quanto
psicoterápico. A primeira linha de tratamento é a reorientação e a
reeducação do homem ou do casal quanto à função sexual normal.
Clareiam-se as situações em que se considera como "normal" o tempo de
ejaculação mais curto ou insatisfatório (comum em jovens, com novos
parceiros, ou após longa abstinência). Quando a EP se torna persistente,
ou seja, aparece em mais da metade dos encontros sexuais, um tratamento
mais específico se faz necessário.
A segunda linha terapêutica é o chamado
tratamento cognitivo-comportamental. Constitui-se em uma série de
exercícios e tarefas para serem realizadas em casa para controle do
tempo de ejaculação. Seguem-se alguns exemplos meramente ilustrativos:
| Técnica de distração | |
| Durante o ato sexual, o homem é orientado a fixar o pensamento em alguma situação que o desligue de sexo, como em morte de alguém, ou em alguma mulher que não o agrada ou em contas bancárias. Assim que perceba que a ereção está se desfazendo, volta a se fixar na parceira. Deve usar essa distração, algumas vezes, para poder prolongar o tempo de penetração antes da ejaculação. | |
| Técnica de compressão | |
| O homem deve comprimir a base da glande (cabeça do pênis) por 4 a 5 segundos imediatamente após a primeira sensação de maior excitação. Com esse procedimento vai dificultar a entrada de sangue no pênis e retardar um pouco a ejaculação. | |
| Técnica stop-start | |
| Consiste em orientar o homem a ficar na posição superior à parceira para poder ter controle do movimento sexual. Deve iniciar a penetração e parar completamente os movimentos próximo ao momento de maior excitação. Pode usar a técnica de distração concomitantemente. |
O objetivo destas tarefas é fazer o homem tomar
consciência do momento que antecede o primeiro estagio de ejaculação,
podendo voluntariamente controlar quando deseja ejacular, evitando
frustração a ele e à parceira.
Pode-se combinar uma terceira linha de
tratamento a esses exercícios: as medicações. Existe uma ampla gama de
medicações que tem como efeito colateral o retardo do tempo de
ejaculação. Tais drogas devem ser ministradas somente mediante
prescrição médica criteriosa, pois possuem vários outros efeitos no
organismo. Alguns deles, por exemplo, os antidepressivos tricíclicos são
contra-indicados a pessoas com problemas de ritmo cardíaco. Algumas
medicações tópicas (pomadas) à base de ervas ou anestésicos não foram
comprovadas cientificamente como eficazes para o tratamento da EP.
De qualquer forma, esta disfunção sexual tem
bom prognóstico, ou seja, apresenta bons índices de cura para a grande
maioria dos indivíduos que procura orientação especializada. Geralmente,
seis a dez sessões são suficientes para a melhora da vida sexual do
homem e do casal.
Fonte: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.
ORGASMOS MÚLTIPLOS
ORGASMOS MÚLTIPLOS
Ciclo da resposta sexual humana
Na década de 60, dois pesquisadores americanos,
Masters e Johnson, montaram um laboratório onde se podia pesquisar
cientificamente as modificações corporais durante o ato sexual humano.
Denominaram Ciclo da Resposta Sexual Humana a esse conjunto de
alterações fisiológicas, o qual era constituído por 4 fases distintas.
Mais tarde, a psiquiatra Helen S. Kaplan reorganizou esse conceito,
identificando mais uma fase, a do desejo. O Ciclo foi então definido
tendo três fases distintas: o desejo, a excitação e o orgasmo.
Ciclo da Resposta Sexual Humana
Desejo
Essa é a 1a Fase Sexual, onde os instintos são
estimulados e os apetites crescem. O desejo e a sensualidade são
experiências subjetivas que incitam a pessoa a buscar atividade sexual.
Em termos cerebrais, há mensagens neurofisiológicas que motivam a busca
por sexo. Esses sinais neurológicos ainda não foram bem explicados, mas
já se fala em uma espécie de Centro de Desejo Sexual no Cérebro, que
seria constituído principalmente por uma pequena região cerebral
denominada Claustro. Nos homens, o estímulo visual é de extrema
importância para iniciar e manter o desejo sexual.
Excitação
A 2a Fase do Ciclo Sexual ocorre quando o corpo
passa a responder fisiologicamente frente aos estímulos que dispararam o
desejo sexual. Ou seja, a excitação é a resposta do corpo ao desejo. No
homem, a excitação é demarcada pela ereção (quando o pênis fica rijo),
na mulher, pela lubrificação vaginal. Duas alterações fisiológicas são
as principais protagonistas nesse jogo. A congestão vascular, que é o
aumento da quantidade de sangue superficial e/ou profunda acumulada em
alguns órgãos do aparelho genital e extra genital, e a miotonia, que é a
crescente e involuntária contração de fibras musculares.
Orgasmo
Esta é a última Fase do Ciclo da Resposta
Sexual. O orgasmo, o êxtase, o gozo ou ápice de prazer é atingido quando
ocorre a liberação total das tensões antes retidas, acompanhada de uma
contração muscular rítmica. Nos homens observa-se a ejaculação.
Acompanha-se de todo esse processo, a sensação subjetiva de profundo
prazer.
Após o orgasmo, o homem tem o que se chama de
Período Refratário, fenômeno este não identificado nas mulheres. É um
tempo de relaxamento necessário para que ele possa reiniciar novamente a
atividade sexual. Nos jovens esse período pode ser de segundos, nos
mais velhos, de horas a dias.
Orgasmos Múltiplos
Definem-se Orgasmos Múltiplos aqueles picos
orgasmos (de prazer) que ocorrem em seqüência, um imediatamente após o
outro sem interrupção alguma. Logo, os orgasmos múltiplos não ocorrem
nos homens, pois estes apresentam o período refratário, que é um
impedimento fisiológico. Mesmo nas mulheres, não é um fenômeno muito
freqüente.
O orgasmo feminino é muito complexo e não
apresenta somente um padrão. Pode ocorrer um único e intenso orgasmo,
vários orgasmos de menor intensidade ou uma união dessas duas variações.
É também comum a mulher confundir a sensação prazeirosa após o coito
como se estivesse experimentando novos orgasmos. Para o homem é difícil
detectar se sua parceira teve vários orgasmos, principalmente se estes
últimos não foram tão intensos. Por vezes percebem o orgasmo feminino
pelo súbito aumento de contrações da vagina pressionando o próprio
pênis. Em outras ocasiões, podem ser vítimas de um comportamento não
recomendável por parte das mulheres que é a simulação do prazer.
Parceiras que simulam o orgasmo tendem apenas a trazer complicações ao
ajuste sexual do casal.
Os Múltiplos Orgasmos não são a regra geral e
não definem por si só se a mulher tem mais, ou não, prazer quando
comparada a outras com um único orgasmo. Também não se sabe se há alguma
predisposição biológica ou emocional a apresentar tal tipo de resposta
sexual. O mito diz que a mulher multiorgásmica é mais fogosa e pode dar
maior prazer ao homem, mas não há nenhuma evidência que comprove tal
teoria, até porque muitas simulam o prazer sem a percepção do parceiro. O
maior prazer do homem frente as supostas mulheres multiorgásmicas está,
em grande parte, associado a fantasias de ele próprio ser um "super
macho" capaz de levar a mulher às alturas no domínio do prazer.
fonte: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.
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